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  • Diana Luzio Alves

3 Passos para entender a demência vascular

Atualizado: 5 de Dez de 2018


Demência Vascular (DV) é um termo comum para o cuidador que procura aumentar o seu conhecimento sobre a demência, mas ainda assim pode não estar completamente familiarizado! Este tipo de demência pode ser descrito como um problema de fluxo sanguíneo para o cérebro que provoca uma privação de oxigénio e nutrientes nas células cerebrais. A Demência Vascular é, a seguir à Doença de Alzheimer, a segunda forma mais comum de Demência.


Normalmente, ao contrário de outro tipo de demências, a evolução dos sintomas da DV não é gradual, mas repentina. É comum descrevermos o aparecimento de sintomas “em escada” ou “em degraus”, pois estes tendem a piorar a cada episódio vascular. Para complicar um pouco mais, estas mudanças podem ser imprevisíveis e surpreendentes na sua natureza.


É por isso que listo aqui algumas dicas que poderão ajudá-lo a entender a Demência Vascular.





Aprenda a reconhecer os sintomas mais comuns

· Perdas irregulares (não graduais) na memória e na mobilidade

· Mudanças emocionais e energéticas

· Pode ter períodos de recuperação e de agravamento

· Novos sintomas que surgem num curto período de tempo e não melhoram

· A capacidade de julgamento e o comportamento estão alterados






Aprenda a procurar mudanças, mesmo pequenas

A demência vascular tem um RISCO ELEVADO de um evento agudo, como delírio e mudanças súbitas nos sintomas. Existe também alta probabilidade da existência de episódios depressivos e ansiosos. É até mesmo possível vivenciar períodos em que a sintomatologia parece melhorar.


O importante a reter com demência vascular é que é imprevisível!






Preste atenção aos estados emocionais

É crucial prestar muita atenção aos níveis emocionais. Se a pessoa que vive com DV estiver num período monótono e não emocional, não deverá abordá-la com bastante humor e alta energia. Isso não irá ajudar na interação e, pelo contrário, só a vai esgotar.

Para evitar que isto aconteça, diminua a sua energia e espelhe a dela! O cuidador deve sempre procurar manter a melhor comunicação, e a melhor conexão, com a pessoa.

Mas atenção: isto não é depressão e não pode ser corrigido com medicação. Pelo contrário, a pessoa que vive com DV não é capaz de se preocupar com nada nesses momentos. É melhor ser paciente e entender que a situação vai passar.



“Sem saúde Mental não há Saúde” - Desconhecido


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