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  • Diana Luzio Alves

Como sentir mais confiança com os medicamentos prescritos pelo seu médico especialista



Alguma duvidou da eficácia dos medicamentos que o psiquiatra ou neurologista prescreveram para a pessoa de quem cuida? Ou percebeu que os sintomas comportamentais e psicológicos da demência (SCPD) pioraram?


Já de seguida, vai conhecer os "4 C's" a ter em conta quando ministra medicação a uma pessoa com demência.


Em primeiro lugar, o que são exatamente estes sintomas?


Em termos técnicos, os SCPD são definidos como sinais e sintomas de comportamento, humor, raciocínio ou perceção alterados, como agitação, depressão, delírios e alucinações.

Aproximadamente 80% dos casos desenvolvem este tipo de sintomas durante o curso da doença. Estes, levam os cuidadores a apresentar níveis de stress significativamente mais elevados do que cuidadores de idosos com outro tipo de patologias, sofrendo sintomas depressivos e problemas físicos mais graves e originando institucionalização precoce. Portanto, é fácil compreender a importância da gestão dos SCPD.


Os tipos de medicação prescritos para estes sintomas podem ser:

- Antidemenciais (específica para a tratar a demência);

- Antipsicóticos (para gestão de sintomas de psicose);

- Ansiolíticos (redução da ansiedade);

- Anticonvulsivantes (tratamento de crises convulsivas e de humor);

- Antidepressivos (melhoria do humor).


Agora, vou partilhar consigo os "4 C's" que deve ter sempre em conta com o ministrar de medicação, como prometido no início deste artigo, e que contêm informações práticas e bastante relevantes para o dia-a-dia que quem cuida de uma pessoa com demência.







Controlo

Quando iniciam um novo medicamento, as pessoas com demência devem ser supervisionadas de perto, para identificar os benefícios e os efeitos secundários ou colaterais;





Consequências

Os efeitos secundários ou colaterais, quando ocorrem, normalmente acontecem rapidamente; por outro lado, os benefícios podem levar mais tempo para se fazerem notar;





Consideração

A reação a cada medicamento pode variar de pessoa para pessoa;





Cooperação

É importante cooperar com a equipa de saúde, de forma a desenvolverem o melhor plano de tratamento para a pessoa de quem cuida e para si.



- O artigo continua após as referências bibliográficas -

Referências bibliográficas:

- Cheng ST. (2019). Dementia Caregiver Burden: A Research Update and Critical Analysis. Current Psychiatry Reports, 19(9), 64.

- Gaugler JE, Yu F, Krichbaum K & Wyman JF. (2019). Predictors of nursing home admission for persons with dementia. Medical care, 47(2), 191-8.

- Ismail Z, Smith EE, Geda Y, Sultzer D, Brodaty H, Smith G, et al. (2016). Neuropsychiatric symptoms as early manifestations of emergent dementia: Provisional diagnostic criteria for mild behavioral impairment. Alzheimer's & dementia: The journal of the Alzheimer's Association, 12(2), 195-202.


Gosto bastante de ouvir o que têm para me dizer.


Dos 4 "C's" que partilhei consigo, já coloca especial atenção a algum? Mais importante, de que forma pretende colocar em práticas todos os pontos que partilhei consigo?


Partilhe comigo enviando-me um e-mail ou partilhe comigo e também com outros cuidadores através dos comentários no post do FB deste artigo.


Centenas de pessoas fantásticas vêm aqui todas as semanas para procurar informação e motivação, e a suas partilhas podem ajudar outra pessoa a ter um crescimento significativo.


Obrigada por partilhar o seu coração e a sua experiência e obrigada por tornar este mundo um pouco melhor através da sua prestação de cuidados.




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“A clareza parte do compromisso em querer fazer melhor” @DianaLuzioAlves